A pedido do IED, recebi uma missão delicada: criar uma série de stills para um desfile de moda a partir dos croquis de um aluno que faleceu durante o curso. Não era apenas sobre “visualizar roupas”. Era sobre cuidar de uma memória.
Com os estudos dele em mãos, mergulhei no universo da coleção e desenvolvi três arquétipos para dar corpo, pele, gesto e presença às suas criações.
Nasceram então:
O Guardião do Capim Dourado — uma entidade ancestral que atravessa o cerrado e encontra o streetwear contemporâneo.
A Filha do Pequi — uma deusa urbana, fértil, tropical e poderosa, nascida entre árvores e concreto.
O Espírito da Onça — força silenciosa, elegância predadora, presença que faz a cena parar.
A partir desses três seres, os croquis deixaram de ser apenas desenhos e passaram a existir como imagem, narrativa e memória em movimento.
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Esse projeto mostrou, mais uma vez, que tecnologia, arte e inteligência artificial não servem apenas para acelerar processos ou produzir imagens bonitas. Quando usadas com intenção, escuta e sensibilidade, elas podem sustentar legados que talvez, em outros tempos, ficassem apenas no campo da lembrança.

O Desafio
Transformar um dado brutal — mais de 400 milhões de animais silvestres atropelados por ano no Brasil — em uma linguagem visual que toque, eduque e mobilize crianças, jovens e educadores. O livro precisava ser científico sem ser frio, emocionante sem ser piegas, e urgente sem ser apocalíptico.
A Solução Visual
Criamos uma identidade gráfica que dialoga entre o asfalto e a floresta. A capa, com sua placa de sinalização amarela e a silhueta de um animal sobre marcas de pneu, funciona como um alerta e um convite. Dentro do livro, cada crônica é um encontro: ilustrações vibrantes misturam linguagem urbana, elementos da Mata Atlântica e uma paleta que contrapõe o cinza da estrada ao verde intenso da natureza.
O projeto gráfico foi pensado para ser lido, debatido e vivido. Quadros como “Momento #FalaSério” e “#Bateu a Inspiração” integram texto e imagem de forma didática, tornando a Ecologia de Estradas acessível ao leitor infantojuvenil.
O Impacto
Mais do que um livro de 76 páginas, o projeto se tornou um movimento de educação ambiental: museu itinerante de fauna taxidermizada, plantio de mudas da Mata Atlântica, oficinas em escolas e palestras com especialistas. Parte da renda da venda é revertida diretamente para a ONG SOS Vida Silvestre, fechando o ciclo entre arte, ciência e ação.

O Desafio
Transformar Jiu-Jitsu, arte e cultura urbana em uma marca com posicionamento, estética e voz própria.
A BBHC não poderia ser só uma marca de roupa de luta. Precisava traduzir disciplina, caráter e honra em uma linguagem contemporânea, desejável e com potencial de comunidade.
A Solução
Criamos o conceito central “Ser um Faixa Preta na Vida”. A partir dele, estruturamos a marca como um sistema: posicionamento, manifesto, tom de voz, identidade visual, produtos, coleções e experiência.
A linguagem visual nasce do encontro entre dojo, rua e hardcore: preto, branco, vermelho-sangue, tipografia forte, selos, símbolos marciais, texturas sujas, rasgos e energia de cartaz urbano.
O tom de voz é direto, filosófico e combativo, servindo de plataforma para experimentação gráfica no desenvolvimento de estampas.
O Impacto
A BBHC se tornou um hub de pertencimento para quem entende o treino como metáfora de vida. Mais do que fightwear, a marca comunica disciplina, presença e evolução.
>> BJJHC.COM.BR


A partir de símbolos simples, como coroa, coração, rosto e corpo, desenvolvi esta obra como um exercício de criatividade aplicada: transformar sentimentos complexos em uma imagem direta e memorável.
O desafio era criar uma arte que falasse sobre poder, afeto e vulnerabilidade sem depender de texto. Para isso, usei traço espontâneo, textura urbana, imperfeição gráfica e composição simbólica.
A figura silenciosa, a coroa deslocada, o coração em destaque e o fundo desgastado constroem uma tensão entre inocência e ruína, delicadeza e força, controle e fragilidade.
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